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segunda-feira, 18 de maio de 2015

VIAJANDO E SURFANDO NO CHILE

Já fui ao Chile em três oportunidades, as duas primeiras no mês de maio para assistir ao evento de ondas gigantes o BWWT, realizado em Punta Lobos na cidade de Pichilemu, foram viagens intensas, porém muito rápidas, devido ao frio não pude surfar, decidi então voltar no mês de dezembro DE 2014 com mais tempo e quando as temperaturas são mais amenas. Comprei a passagem com bastante antecedência no site decolar por 300 dólares voando Lan, a antecedência me permitiu escolher um voo direto para Santiago. O Chile é um lugar bem organizado em relação ao Brasil, entretanto,  é sempre bom se planejar. Em relação a dinheiro, no caso de papel moeda pode-se levar reais e trocar alguma coisa no aeroporto e o restante no centro da cidade ou no Pátio Bellavista (lugares que costumam contar com um câmbio mais favorável). Chegando no aeroporto existem algumas opções de transporte: táxi, ônibus ou vam, caso escolha táxi a reserva pode ser feita daqui do Brasil direto no site da transvip, a corrida até o centro gira em torno de 16 mil pesos, caso opte por ônibus, é muito tranquilo basta pegar no segundo pavimento do aeroporto e ir até a rodoviária, veja as indicações clicando aqui. Agora caso esteja com pranchas de surf ou com um grupo grande faça contato com o taxista Miguel Duque (muito gente boa) pelos telefônes 569 64522520 e nextel 46*201*575 ou por e-mail miguelduque29@gmail.com, ele tem um preço mais em conta que as vans do aeroporto, inclusive para estações de ski. A oferta de hotéis em Santiago é enorme, fiquei no Hotel Baleares, no bairro da Providência, simples porém muito bom com quartos suite, água quente, tranquilidade, estacionamento e um bom café da manhã, novamente fiz a reserva pelo decolar e deu tudo certo, vale destacar a simpatia dos funcionários e a localização estratégica do hotel, perto da estação do metro, do Pátio Bellavista, do Cerro San Cristóbal (um parque muito legal com piscina e de onde pode se ver toda a cidade de Santiago), e de certa forma do centro da cidade. O Pátio Bellavista é


 um ponto de encontro da galera, com bares, restaurantes, pizarias, e em alguns dias tem  shows (recomendo experimentar o restaurante Montaditos), o local fica cercado de universidades e consequentemente é frequentado por muitas meninas bonitas e também estrangeiros, tem também casa de câmbio e lojinhas de artesanato. Do hotel Baleares da para ir andando, basta virar a direita na avenida e seguir até rua Bellavista.

Na rua Bela Vista fica a Chilean rent a car, optei por alugar o carro lá ao invés de no aeroporto, pois, segundo minhas pesquisas as locadoras do aeroporto não são de boa qualidade, na Chilean o atendimento foi muito bom e tudo deu certo. Aluguei um Spark Lite para 10 dias por cerca de r$ 900,00 e rodei 1.500 km com o carrinho sem problemas, vale tambem locar um GPS para rodar mais facilmente. Clicando aqui, é possível encontrar várias dicas de restaurantes em Santiago (veja aqui o restaurante giratório com vista panorâmica da cidade) para quem quer se estender na gastronomia, no geral a comida no Chile e bem mais carregada do que a nossa, o consumo de batata frita é enorme para comer com economia em Santiago recomendo o Subway, ao menos tem vegetais e um ótimo café, artigo geralmente difícil de encontrar no Chile.

Já com o carro resolvido e a vontade de surfar aumentando seguimos para a cidade de Pichilemu que fica a cerca 220km de Santiago e onde se localiza o famoso pico de Punta Lobos, a estrada é bem sinuosa mas muito boa, colocamos a direção no GPS e chegamos sem problemas. Pichilemu é uma cidade muito legal e tranquila, a rua principal concentra 

a maior parte do comercio, com hotéis, restaurantes e lojas diversas, tem também a telefônica de onde é possível fazer ligações para o Brasil a um custo bem pequeno e até comprar algum acessório eletrônico, aproveite para comprar um chip da Vivo por cer de r$ 4,00 e colocar uma carga de r$ 8,00 e ficar com internet móvel em toda a  estadia no Chile, assim seus amigos podem viajar on line vendo as fotos. A foto abaixo é do bonito parque municipal da cidade que fica de frente para a praia do centro.

Eu prefiro ficar em um hotel na rua principal devido a facilidade do comércio é também o preço que em média é de cerca de 15 a 20 mil pesos para duas pessoas, cerca de r$ 80,00, já fiquei no Ducal e em um que fique bem em frente a este só que esqueci o nome, mas todos os dois são legais. Para quem esta com mais grana, tem o Surf Lodge do Patrick no morro em frente a Punta Lobos, todo de vidro e madeira, tive a oportunidade de ficar lá em um dos eventos do BWWT e realmente é incrível. Na rua principal tem também uma surf shop, meu filho comprou uma botinha pelo mesmo preço que no Brasil, descendo para a praia do centro é possível encontrar outra surf shop, sendo esta com aluguel de pranchas e roupas de borracha. Leve uma roupa com mais de 4mm e selada pois mesmo no verão a água é bem fria, sendo indispensável também botinha. Para comer na rua principal as opções são várias inclusive casas de empanadas que são uma delícia, gosto de comer no restaurante La Casona tem um peixe muito bom, peça sempre grelhado ou em la prancha, pois o empanado e muito pesado. Abaixo, Salmon com salada.

.Bom mas falando do que importa, Punta Lobos fica a cerca de 2km do centro, pode ir direto por cima ou descer para a praia e contornar o litoral passando por Infernilo. Chegando lá pare o carro encima do clif ou embaixo caso esteja com um 4x4, o local é tranquilo não há roubo ou qualquer outro tipo de problemas. Na água há sempre vários surfistas, porém, não existe localismo e sim muitas ondas, chegue na paz e surfe várias.
Nos dias em que ficamos lá, costumava ter 03 seções, mas em alguns dias a onda é única e bem longa.

O autor surfando em Punta Lobos

video

Algumas seções são rápidas e tubulares, em outras a onda é mais cheia.

 Los Morros acima em dezembro 2015. Pode quebrar até com 10m lá de trás dos morros abaixo.  Foto tirada durante o BWWT em maio de 2011 vencido por Marcos Monteiro.
Em dias como esse a temperatura fora da água costuma variar entre 10 e 12 gráus ou até menos.
Linhas e mais linhas.
 O autor congelado no final de tarde.


Depois de cinco dias surfando em Punta Lobos, a previsão de ondas indicava que o mar iria ficar totalmente colado, porém, indicava que Curanipe teria ondas de 1,5m, como a vontade de seguir mais ao Sul era muita, decidimos arriscar pois todos dizem que Curanipe é um lugar lindo e com muitas ondas. Apontamos o GPS para lá e seguimos, logo após passar por Punta Lobos apareceu uma neblina e a paisagem ficou realmente incrível, a estrada é muito boa e não tinha nenhum carro.

.Esperávamos poder chegar a Curanipe seguindo pelo litoral, sem ter que voltar a  Panamericana, era isso também o que indicava o GPS, perfazendo uma rota de 223km, entretanto não é bem assim, depois de rodarmos por cerca de 60km o GPS nos indicou uma estrada de chão com uma subida bem íngreme, duvidamos voltamos a bifurcação anterior ajustamos o GPS e seguimos uma estrada que foi se estreitando até acabar, encontramos um guarda florestal e alguns pessoas que nos informaram que poderíamos ficar semanas por ali e nunca chegarmos a Curanipe e que o certo seria subirmos para a Panamericana.
Então, vindo de Pichilemu, tem que programar o GPS para San Fernando que fica as margens da Panamericana, e de lá seguir até a San Javier, saindo então da Panamericana e pegando a Rute de Los Conquistadores percorrendo um total de 430km e chegando na bonita região de Pelluhue.

Curanipe é realmente muito bonito e são vários os picos de esquerda todos próximos.

 Entretanto tem que ter um swell grande para funcionar (em Punta Lobos tem que estar com pelo menos 3m).

Dependendo da previsão e do nível de surf, pode ser melhor seguir de Santiago direto para Curanipe e subir para Pichillemu conforme o mar baixar. Infelizmente pegamos o lugar com ondas muito pequenas.

.Continua.


quarta-feira, 10 de abril de 2013

SURFANDO NO PERÚ 02.

 Do Rio de Janeiro ou de São Paulo, pela Taca voa-se direto para Lima, outras empresas aéreas também oferecem voos para o Perú, até por um preço mais em conta, porém, com muitas escalas e até conexões o que pode tornar a viagem bem cansativa. Chegando em Lima o translado para Punta Hermosa fica em torno de U$ 30,00 mais do que isso já é exploração. Em lima pode-se optar também por ficar um tempo no bonito bairro de Miraflores, onde um hotel razoável sai por U$ 80,00. Em Punta Hermosa, próximo aos principais picos, tem pousadas razoáveis sendo a do LUISFER a mais famosa com diárias de U$ 20,00 a U$ 25,00. Veja também a pousada MAMA VIDAL. A cidade de Lima é bem quente e engarrafada, e no caminho para Punta Hermos existem várias favelas, mas não se assuste, Punta Hermosa é muito visual e realmente tem altas ondas.
Não deixe para trocar reais no Perú, porque, o câmbio é bem desvantajoso, leve dólares e troque por sol peruano no aeroporto, leve um cartão de crédito internacional e faça um seguro viagem. Nas pousadas em Punta Hermosa não é possível pagar com cartão de crédito, leve dólares para as pousadas, se não vai perder novamente no câmbio. Sol peruano somente para pequenas despesas. Caso fique na pousada do Luisfer leve um pequeno cadeado para os armários de aço que tem nos quartos, embora o local seja bem tranquilo. (click na imagem para ampliar).

Condomínio em frente a Kontiki. É possível ficar em Punta Hermosa sem carro, os principais picos são próximos e da para ir de moto taxi, agora se for possível alugar um carro fica bem melhor para explorar os picos do sul como Porto Viejo, San Bartolo, Serro Azul e Pepinos. Click para ampliar.
Acima La Isla, uma direita manobrável e muito constante que quebra de 3 a 10 pés, é a onda mais fácil da região, embora seja muito forte, sempre tem gente surfando e nos fins de semana fica bem crowd, o bom é que você pode fugir da série mais para o meio da baía.
Por do sol em La Isla, um excelente lugar para tomar uma cerveja vendo o por do sol.

Senhoritas esquerdas quebrando sobre um tapete de pedras.

O calçadão de La Isla, muito bonito com o piso cheio de mosaicos em forma de prancha de surf e animado nos finais  de semana, ai estão bares e restaurantes.
Kontiki, essa esquerda quebra de out side do outro lado da baía de La Isla, começa a ficar boa com 6 pés, a remada é animal, melhor um jet. Vi o Luizito filho de Luizfer sair remando da praia com sua ganzeira em um final de tarde com ondas em torno de  8 pés.
Faça o máximo de amigos que puder.
Garagem de pranchas na pousada do Luizfer.
O inside de La Isla, uma direita rente as pedras infestada de bodborders, mais no inside ainda esta o Panela Point cheio de iniciantes.
Acima longboarder da Barra quebrando em Porto Viejo.
O visual quase lunar de Porto Viejo.
Jantar na pousada do Luizfer, é hora de saber onde ficou bom e pra onde a galera vai no dia seguinte. Todo mundo com seu lap top vendo as fotos e os vídeos do dia, surfista também tem seu momento de nerd. O rango na pousada é forte, feijão branco, milho, quinoa, lentilha, peixe, ovos, carne, mingau suco e etc. Só comi em outro local alguns dias para conhecer. Agora se você é um monstro, passe no mercado e faça um estoque de pão, bolo, queijo e etc, não esqueça também de água mineral, cerveja e umas garrafas de gatorede que é bem barato por lá, a pousada não dispõe de bar.
La Isla para direita.
Senhoritas para esquerda, você decide.
O tapete de Senhoritas oferece outras atrações além das ondas.
No inside a onda fica mais buraco, e rola até alguns tubinhos.
A fila para entrar pelas pedras, mas na hora de sair e melhor remar até a praia de Cabaleros para evitar os ouriços. Nos fim de semana fica bem crowd, é sempre bom chegar devagar, no geral os peruanos não impõem um localismo radical, mas detestam ser atrapalhados, não fique remando na frente das séries e nem solte sua prancha encima dos outros. Em Punta Rocas a atenção tem que ser maior os peruanos não gostam de Standup nem de brasileiros antes da 9h da manhã.
Senhoritas.



Acima Fabio Augusto de Saquarema em Senhoritas. A galera de Saquarema vai muito ao Perú, encontrei por lá com Léo Neves, Alex e Daniel Templar.

Barco no canal entre Senhoritas e Cabaleros.

Pois é e ainda falta o norte, mais ai são outras viagens neste país pobre mas que foi abençoado por Deus em termos de ondas.

sexta-feira, 22 de março de 2013

SURFANDO NO PERU.

Porque escolher o Peru dentre os vários picos de surf ao redor do mundo? Bom eu diria que um dos motivos principais é a constância das ondas, nos 12 dias em que estive por lá as ondas quebraram direto, variando de 4 a 6 pés, com vento fraco e água um pouco fria, e era apenas o início da temporada. Em termos mais práticos, para os Brasileiros e muito fácil de chegar e se acomodar. CLICK PARA AMPLIAR AS FOTOS.




Visual de Punta Rocas, considerada a praia mais constante do mundo. CLICK PARA AMPLIAR AS FOTOS.


La Isla, uma direita longa e forte, ótima para longboard e funboard, mas que não decepciona a galera da pranchinha. CLICK PARA AMPLIAR AS FOTOS.


Acima, modo peculiar de se locomover em Punta Hermosa, e a entrada pelas pedras em Senhoritas. Sugiro que na saída se reme até a praia para evitar os ouriços. CLICK PARA AMPLIAR AS FOTOS.

Dois momentos da galera de Saquarema em Senhoritas, Alex espancando de back side e Fabio Augusto arredondando. CLICK PARA AMPLIAR AS FOTOS.

Técnica da atleta local para entrar em Senhoritas com a maré cheia. CLICK PARA AMPLIAR AS FOTOS.

A linda escadaria em Senhoritas e a casa dos brasileiros em Punta Hermosa. CLICK PARA AMPLIAR AS FOTOS.

Rasgadão em La Isla e a sala de jantar mais surf do pedaço.

Cabaleros quebrando.
Stand up em Porto Viejo


 O autor em Porto Viejo.
O autor em Cabaleros.
Culinaria Creoula.